Modernidade Aleatória

Datas comemorativas

Publicado por: dishishi em: junho 13, 2009

O que é uma data comemorativa? O nome não é óbvio? Não… Eu sempre tive medo de datas comemorativas, sim, medo, apesar de parecer estranho eu acho que do meu ponto de vista, todos tem esse mesmo receio quando se fala em ocasiões como essas. Eu pude ler uma pesquisa que falava a respeito das percepções aguçadas que a mulher tem ao presentear, enquanto o homem, por não ser muito bom nisso, acaba tentando cobrir a ausência de percepções/criatividade com dinheiro. Logo, sendo homem e me identificando com a pesquisa, eu sempre considerei esse tipo de data mais comercial do que qualquer outra coisa. Todavia, as coisas mudam, as pessoas também e o clichê continua, risada enfática agora e voltando ao assunto, tive a oportunidade de pela primeira vez na vida, dizer o contrário de uma data assim. Nunca antes havia recebido um presente não focado no comercial; pude dar um presente, confesso, um tanto comercial, mas com um significado e tudo graças aos aprendizados de uma série nerd, sim, leitores (quem? cadê?) aprendi em uma série nerd que um presente não é algo útil e sim algo que tenha algum significado e que de preferência seja engraçado, absorvam!. Concluindo, os conceitos mudam e alguns acontecimentos são muito significativos para a construção de novos, não postava há mais de dois meses – acredito -, não por não querer postar, eu não sei ao certo, mas, há tempos não sentia a necessidade de expressar algo aqui e essa necessidade veio agora, espero ter contribuído, dessa vez menos ferozmente com a vida de vocês; do crítico feliz e maravilhado com o mundo mágico e ao mesmo tempo real – paradoxo? – em que vive, comemore!

Sim ou Não ?

Publicado por: dishishi em: março 2, 2009

Postando novamente sobre a nossa língua, resolvi explanar aqui um pensamento que tive há algum tempo, mas, só agora, em virtude do tempo que tenho, poderei postar. Observando algumas traduções e a língua falada, consegui reparar no constante uso do sim na tradução de filmes e afins, é incrível, mesmo porque poucas pessoas usam o “Sim” e o “Não” no cotidiano. Um exemplo:
“Nós vamos até a casa da Creysdinéti hoje, não é?”
“Vamos!”
Por que não usar “Sim”? Mesmo quando o sim é usado, ele sempre vem acompanhado:
“Foi ao supermercado?”
“Fui sim”
Por quê ? Será que é tão difícil dizer apenas sim? Falta objetividade nesse mundo.
Mesmo na forma negativa, é mais fácil dizer “Nem” a dizer “Não”, veja:
“Vai ou não até a formatura?”
“Nem….”
Outro uso muito comum é o “Né” – eu inclusive, costumo usar -, que penso significar “Não é?”, porém, abreviado, mas para algumas pessoas tem outros significados… vai entender.
Mas, vou tentar usar sim, nem que dê trabalho, afinal, precisamos de mais objetividade, né?

Legal ?

Publicado por: dishishi em: fevereiro 27, 2009

Pensando ontem no significado da palavra legal, consegui concluir depois de um tempo que a palavra legal não é legal. “Como assim, tá maluco?”. Não, explicarei melhor agora. Quando um amigo vem e conta algo muito importante e feliz que aconteceu com ele, se você fala que o que aconteceu foi “legal”, para muitos, não será nada legal, parecerá sarcástico, pode parecer que você não deu muita importância ao acontecimento. Mas, se a palavra legal não é legal, por que ela se chama legal – isso deve dar um livro de filosofia, me perdi em meio as reflexões – então, ora bolas ? Não sei ao certo, mas, o fato é que ao longo do tempo as palavras mudam de sentido, sem que percebamos ou passamos fazer algo contra – ou a favor – estamos em constantes mudanças, não só na linguísticas. Concluo – agora sim de fato – que a língua tem “lacunas propositais” para que possamos preencher com muita destreza, proporcionando trocadilhos, frases engraçadas, sarcásticas, críticas entre outras e outros efeitos linguísticos; então, não seria nada legal se a língua fosse perfeita, não é mesmo ?

Expressões

Publicado por: dishishi em: fevereiro 23, 2009

Será que as pessoas param para pensar no significado das expressões que usam ou falam apenas por lugar comum. Eu mesmo já me peguei usando diversas expressões que se pararmos para pensar tem significados infundamentados. Por exemplo a expressão: “Falar abobrinha.”
Ora negativa, ora positiva dentro do contexto das frases, para mim, não tem significado literal; por que falar abobrinha seria bom ou ruim ? o que a abobrinha tem de diferente de uma outra fruta, porque não falar melância ?
Outra expressão que escutei foi: “Tem boi na linha ?”
Por que será ? Ele é pesado, quebraria o fio, deixaria a ligação ruim ?
Se alguém tem respostas para o significado destas e de outras expressões… favor, entrar em contato.

Cumprimentos

Publicado por: dishishi em: fevereiro 7, 2009

É meio estranho que não haja um cumprimento padrão. Afinal, é meio estranho nos dias de hoje cumprimentar alguém sem antes saber o modo com que a pessoa costuma saudar outras pessoas;para muitos, deve-se analisar a “pinta” da pessoa para se ter idéia do que fazer ao cumprimentá-la, entretanto, nem sempre dá certo. Ao cumprimentar um amigo recém-formado em Direito usando trajes sérios, tentei um cumprimento formal e tive o “prazer” de agarrar a mão dele que passava “lotada” tentando um bater de mãos com um pseudosocar; também já tive a mão agarrada tentando bater mãos e pseudosocar um cara que tinha pinta de malandro. Outras pessoas dizem apenas “Eaí” e não fazem nenhum gesto; ou seja, ás vezes você obriga alguém a te cumprimentar físicamente. É um tanto estranho falar um “Eaí” e receber um “Oi” ou vice-versa.
Sinceramente, nunca soube o modo correto de cumprimentar alguém, por isso eu opto por esperar a pessoa me cumprimentar para tomar minha ação, logo, acredito que nunca serei amigo de alguém como eu, ficariam dois bestas esperando saudações.

Promoções e descontos.

Publicado por: dishishi em: janeiro 28, 2009

Como saber se um produto está realmente em promoção ? Porque, sempre tem um desconto pra tudo, fato. Na compra de uma televisão, por exemplo, todas elas estão em preço promocional e se não estão, o vendedor com certeza vai dar um desconto. Fui a uma escola bastante conhecida fazer um concurso de bolsas numa sala para trezentos alunos e com apenas um fiscal, isso mesmo, trezentos alunos, um fiscal e cadeiras coladas. A cola era visível, pessoas ao meu lado perguntando a outros e discutindo questões:
-Sabe a vinte e um?
-Não, mas acho que é B.
-Também acho.
-Ok, vamos marcar essa.
Será certo fazer isso ? Do suposto início da prova, às 19h, até o início real, passaram-se aproximadamente trinta minutos, fatídicos trinta minutos com uma música de propagando ao fundo da voz de pessoas divulgando o concurso. Dado o início da real da prova, passaram-se 1h30, quando fazia a questão de número vinte e cinco, exatamente na metade da prova, adentra a sala um dos diretores da escola e me diz que tenho 60% de desconto, só de estar sentado ali, sem que eu fizesse um ponto. Cadê a minha motivação para fazer a prova, acho que a perdi em meio às palavras do diretor. É simplesmente impressionante, 60% de desconto, e isso todos os anos, mas… peraí, se pagamos o mesmo preço todos os anos com o mesmo desconto, isso já não é mais uma promoção.
“Nosso curso custa dez vezes de R$ 19.999,00, mas como você veio até a escola, daremos a você um super desconto de 99% e o valor total cai de R$ 199.999,00 para R$ 1.999,00, vai ficar fora dessa ?”
Promoções e descontos não existem…

Televisão, entreterimento e qualidade.

Publicado por: dishishi em: janeiro 20, 2009

A qualidade das transmissões em HDTV é maravilhosa, uma pena que o suporte a essas transmissões seja baixo. Consegui assistir o último capítulo da novela, o futebol e os filmes de segunda em HDTV. Para entender um pouco mais, o HDTV é o sinal de TV Digital de alta definição que chega agora a TV brasileira, ele permite a transmissão em resoluções maiores e de melhor definição, no caso a Full HD 1920×1080p que é suportado pelas TV’s mais novas de LCD ou Plasma. O material deve ser gravado em HDTV pela emissora, e após a digitalização ele será transmitido e captado por um receptor de TV Digital, que pode ser externo ou embutido na própria TV com uma saída para antena externa. O fato é que ao assistir o show do Elton John, fiquei frustrado com as falhas de transmissão, não houve a digitalização do conteúdo, as falhas eram constantes e a sincronia das legendas então nem se fala; todos podem assistir o Super Pop, a novela, o Late Show, o futebol e a droga do programa no Nelson Rubens em HDTV, mas não o show do Elton John! E tudo isso acontece porque as emissoras se importam com a adiência dos programas e não com seu nível cultural, e sinceramente, eu não sei como as pessoas conseguem dar audiência a um programa como o Super Pop, é simplesmente lastimável, a culpa não é da emissora e sim das pessoas que colaboram com o regresso da cultura. Enquanto houver pessoas dispostas a compartilhar o “Som do créu” nos mais altos volumes para toda a população e freqüêntar bailes funcks – sei lá como escreve – o sucesso dessas pragas será disseminado a população, que sem consciência poderá embarcaram nessa peste.

Perguntas e Respostas.

Publicado por: dishishi em: janeiro 19, 2009

Acredito que todos deveriam analisar ao que responde antes de responderem. Quem sabe responder corretamente uma pergunta, também sabe escapar dela se quiser, mas, o fato é que “respondemos” muito errado – na minha opinião -, como por exemplo quando alguém esbarra em você, ou lhe prejudica de alguma forma, é de costume que essa pessoa peça desculpas, dramatizando a cena temos:
“Ohhhh, desculpe-me por favor.”
“Só molhou um pouco da minha roupa…”
Não era essa a resposta, quando alguém pede desculpas esse alguém espera ser desculpado – ou não -, logo, teríamos:
“Sou mesmo muito desastrado, me perdoe, por favor.”
“Está perdoado.”
Seguindo a cordialidade, todos responderiam assim, entretanto, será que a pessoa que pediu desculpas, espera desculpas? Ou será que usa apenas do lugar comum?
Como admirador de perguntas e questão, prezo pela análise delas. Então, é necessário pensar antes de responder “Ok.” a um “Como andas?”.

Pais, filhos e o autoritarismo.

Publicado por: dishishi em: janeiro 16, 2009

Até onde vai o autoritarismo dos pais ? Se você leu algum dos poucos posts do blog está ciente que tenho uma profissão e que venho trabalhando com ela. Ok, meus pais que ajudaram na minha formação – agradeço – também sabem o que faço. Venho prestando assistências nos mais diversos lugares, procurando solucionar milhares de problemas e vindo a ajudar na vida de meus clientes – ajudar na vida é ótimo, mas pensando de certa forma, é fato -, claro, toda essa ajuda tem um preço. Mas, e quando seus pais oferecem o seu trabalho a outra pessoa sem ao menos consultar você antes ? Fazendo minha última visita técnica aqui perto e ficando até ás uma hora da manhã – sim, de madrugada, uma hora em ponto – na casa do cliente, não se falou nada em pagamento, achei um tanto estranho, mas não comentei nada, achei que esse comentário viria do cliente, porém não veio. O conhecia ele “remotamente”, é filho de uma amiga da minha mãe. Ao chegar em casa, meio inconformado com a folga do rapaz de não tocar no assunto e me levar até a porta como se tudo estivesse certo e eu estivesse fazendo uma boa ação a quem quase não conheço, comentei o fato com minha mãe já desconfiado de algo… batata! Ela me disse tranquilamente: “Ah, não era pra cobrar mesmo, é minha amiga Rodrigo. Disse a ela que você iria lá e nem cobraria nada, relaxa.” prontamente respondi:
“Ah tudo bem mãe… foi um prazer ajudar a sua amiga.” Entretanto pensava comigo: “E não falou nada de que ia pra lá fazer algo de graça ? Deixei outros compromissos pra fazer isso, perdi parte do meu dia e ninguém me fala que era de graça ?”
Não que eu deixaria de prestar um favor a pedido de minha mãe, mas, deixei compromissos, prioridades, tudo para atender ao trabalho, sendo que fui tudo de graça. Deixei de atender outro cliente com um problema bem mais simples, deixei de ir a lan house devolver uns itens que havia pego com meu amigo, deixei de postar aqui, deixei de responder meus recados, deixei de ler meus e-mails e de tomar meu café, deixei tudo de lado pra ir resolver um pepino e de graça. Mesmo sendo meus pais, acredito que ninguém tenha o direito de fazer isso, nunca ofereça a alguém, algo – ou algum conhecimento – que não possui. Não reclamei a minha mãe, é verdade, mas, estavam grilados comigo por outro acontecido, no caso, descrevendo-o… estava a falar com uma amiga ao telefone por alguns minutos sendo que o telefonema duraria por horas, nossos telefonemas sempre duraram, revezamos para que um não gaste muito, afinal, ficar fazendo ligações de duas horas ou mais sempre não é pra qualquer um. Mas, entre a ligação, nos minutos inicias, meu pai chega dizendo alto para uma de minhas melhores amigas ouvir:
“Deixa de namorar aí no telefone, marca com ela, leva ela pra ‘outro lugar’, fica aí.. gastando telefone e agindo pouco.” disse isso sorrindo, e retruco a ele:
“Caralho! Que seja, isso não é coisa que se faça com licença estou ao telefone!”
e escuto logo a seguir:
“Me respeita rapá, sou seu pai (U&W#$#%¨%E%$ ooora mais… !”
Poxa, legal ein, quer dizer que meu pai pode fazer qualquer descortesia comigo sem o menor problema, não me deve respeito nem nada. É, todos esses fatos refentes a eles que descrevo aqui, podem até ser injustos de minha parte e dramatizados, mas, precisamos rever até onde vai o autoritarismo das pessoas, tudo tem limite!

Pseudo-dilúvio

Publicado por: dishishi em: janeiro 11, 2009

Na maioria das opiniões a chuva é algo que atrapalha, de fato, ás vezes ela chega em má hora, mas, em má hora, pois, chuva nunca é má chuva. Talvez, você -leitor -não me compreenda de cara, mas explicando melhor, eu acho que não devemos tratar um tempo chuvoso como tempo ruim, mas sim como uma “graça” e/ou “agrado” que o destino natural das coisas nos dá, sim, apesar de ser cético acredito em destino e acredito que não há ser que consiga ser melhor programador que o acaso da natureza. Em uma tarde de sol ao escolher minha roupa para sair, apesar do meu estilo social, escolhi algo mais leve e mais “verão” em que sem caras feias eu conseguisse suportas os exaustivos 35° C à sombra. Chegando ao meio da viagem, parando para trocar de ônibus, em um terminal como qualquer outro, fui abordado de cara por um vento cativante que trazia consigo uma brisa pra lá de úmida e agradável a mim. O vento era forte, minha roupa hasteava rapidamente, e meu cabelo vinha a friccionar o movimento da brisa, absorvendo a contagiante sensação e repassando ela a outras pessoas, que me viam ali, praticamente sozinho, no meio da brisa forte; ao meu lado estavam os fiscais que estavam ali por trabalho e outro senhor que parecia não se importar em se molhar, mas também não sorria e nem tinha um olhar contagioso a tudo aquilo, apenas estava ali. Em algumas ocasiões é preciso perder o medo de ser estranho e contra as convicções de sanidade da sociedade, e estar ali para sentir o que de melhor há no mundo sem que a intervenção do anormal a sociedade caia, é sim possível, sentir a natureza agindo em meio a um mar de “bichos do mato”, é assim que as pessoas taxam os animais hostis que não interagem com o “mundo” e é assim que a natureza deve vir a tratar esses “animais hostis” que não tem coragem de interagir com ela. Não me arrependo de ter que limpar meus óculos, de ter que esperar com frio para que a umidade da minha roupa viesse a acabar e nem da possibilidade de chegar “ensopado” a um shopping. Consegui receber de bom grado o que a natureza teve a me oferecer na tarde e esse majestoso ato natural fez com que eu estivesse melhor hoje. Não é preciso ir longe, há em qualquer lugar, é só saber aproveitar.


  • Nenhuma
  • Elen: Foi o primeiro shopping ;)
  • Rodrigo: Acho que eu já disse tudo no post; eu queria colocar algo como "*-*" nele também, mas, fica inviável usar emotions no texto ^^" Rodrigo
  • Elen: Ei, eu sou leitora! u.ú Mas, e qual não foi minha surpresa ao ver "Modernidade Aleatória" no topo dos blog's que acompanho! E, confesso, foi maio

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